relendo posts antigos; engraçado como eu vou de triste a feliz, de depressivo a eufórico, de puto da vida a esperançoso com o mundo. eu lembro das situações, penso como eu agi, como eu deveria ter agido, se eu tava certo, se eu tava errado; mas a coisa que fica mesmo é o jeito que eu escrevo, eu rio comigo mesmo; e eu acho que só por isso já vale a pena continuar fazendo isso.
hoje eu tive que explicar porque eu tenho meu blog, e a real é que não tem muito porque, eu só tenho e pronto. eu gosto de ter. na verdade meu blog talvez seja um dos jeitos mais fáceis de passar a me conhecer melhor. especialmente porque aqui eu não minto, eu escrevo exatamente o que eu sinto, enquanto que no resto do tempo eu tenho uma facilidade imensa pra simplesmente emular sentimentos e reações. aliás, acho que por isso que eu consigo mentir tão de boa, porque nunca é totalmente mentira, eu consigo me forçar a sentir aquele mentira como ao menos uma verdade parcial, uma omissão, ao invés de uma mentira realmente. alguns diriam que é um talento.
eu conheci alguém. ela é ótima, ela é cheia de qualidades que pras outras pessoas tenho certeza que não seriam qualidades, mas são pra mim. uma das coisas que eu mais notei conversando com ela é que eu quero alguém diferente de mim, que me ensine coisas novas, que me faça gostar de coisas que eu não gosto, que me force a ir em shows de gente que não suporto, que me faça ir ver filmes que eu não veria sozinho. essencialmente eu gosto de me expandir, de experimentar, e mesmo que eu não goste, eu tava com alguém que eu admiro, que eu desejo, que eu respeito; e só aí já valeu a experiência. de mais a mais o negócio é que eu não quero alguém que me ensine a ser melhor no que eu já sou, não tem graça, e só me faz mal, me faz sentir altamente inadequado, e insuficiente. ou talvez só porque me deixa puto alguém pensar que é melhor do que eu, em ser eu; porque eu sou ótimo em ser eu mesmo, ouso dizer, o melhor do mundo.
xô.
p.s.: sdds do NIC! (L)
Friday, 20 June 2014
Wednesday, 7 May 2014
TEM que ser assim
eu espero que tu leia isso, eu espero que tu fique sabendo
eu não te quero bem, não mais.
eu não espero que tu seja feliz, eu não te desejo tudo de bom.
eu espero sinceramente que tu sofra, tudo o que tu me fez sofrer, eu espero que tu seja infeliz, e que tu seja traída, humilhada, maltratada, desprezada; e eu espero saber de tudo isso pra poder dar risada e dizer que a justiça tarde, mas não falha.
eu sou frio, eu sou vingativo, é óbvio que eu me afeto; mas eu sempre fui sincero, eu sempre tive coragem de dizer que amava, que queria de volta, que não tinha esquecido, que faria de tudo. e eu continuo sendo sincero: ainda dói, ainda me arrependo, ainda me fazes tremer.
e agora fica a pergunta (ou a reflexão): em que ponto passa a ser "ok" desejar o mal pra alguém? quanto alguém precisa ser ruim com você pra ser socialmente aceitável?
no final das contas o que fica é que todos nós queremos é um pouco de justiça na vida, queremos acreditar que de algum jeito o universo balança as coisas, e eventualmente, os vilões pagam o preço por sua tirania, sua crueldade; eu não acredito muito nisso, eu acredito no bom e velho V:
the only Verdict is Vengeance --a Vendetta, held as a Votive-- not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous.
e desse jeito nasce o ódio. e esperemos então qual vai ser a mensagem de ano novo.
eu não te quero bem, não mais.
eu não espero que tu seja feliz, eu não te desejo tudo de bom.
eu espero sinceramente que tu sofra, tudo o que tu me fez sofrer, eu espero que tu seja infeliz, e que tu seja traída, humilhada, maltratada, desprezada; e eu espero saber de tudo isso pra poder dar risada e dizer que a justiça tarde, mas não falha.
eu sou frio, eu sou vingativo, é óbvio que eu me afeto; mas eu sempre fui sincero, eu sempre tive coragem de dizer que amava, que queria de volta, que não tinha esquecido, que faria de tudo. e eu continuo sendo sincero: ainda dói, ainda me arrependo, ainda me fazes tremer.
e agora fica a pergunta (ou a reflexão): em que ponto passa a ser "ok" desejar o mal pra alguém? quanto alguém precisa ser ruim com você pra ser socialmente aceitável?
no final das contas o que fica é que todos nós queremos é um pouco de justiça na vida, queremos acreditar que de algum jeito o universo balança as coisas, e eventualmente, os vilões pagam o preço por sua tirania, sua crueldade; eu não acredito muito nisso, eu acredito no bom e velho V:
the only Verdict is Vengeance --a Vendetta, held as a Votive-- not in Vain, for the Value and Veracity of such shall one day Vindicate the Vigilant and the Virtuous.
e desse jeito nasce o ódio. e esperemos então qual vai ser a mensagem de ano novo.
Saturday, 12 April 2014
"...o melhor pra nós dois..."
se você me conhece, uma das minhas características mais marcantes com certeza é que eu mudo de opinião (e humor) direto; é engraçado pra algumas coisas, e bem ruim pra outras; o que já era de ser esperado, mas hoje eu vou falar sobre exatamente o contrário disso: algumas coisas persistem, por anos e anos.
de uma certa maneira, quando algo funciona assim pra mim eu sei que é certo, porque se mesmo eu, não mudo de opinião sobre isso, então não tem como ser errado. o pensamento claro é bem lógico, e até bem simples, mas pra quem me conhece sabe que é raríssimo, e até bem surpreendente. mesmo assim tem duas categorias distintas: coisas que eu me questiono sempre e nunca mudo de opinião, e coisas que eu nunca mudo de opinião e nunca preciso me questionar.
essa última, claro, é a mais rara; e pra ser bem sincero, não sei se tinha acontecido com relação à uma pessoa antes. pois bem, hoje eu me toquei que acontece. e resolvi escrever sobre isso.
há alguns meses a gente voltou a se falar depois de um tempão sem notícias um do outro. e tenho a dizer que foi ótimo, decisão mais acertada dos últimos anos. depois de tantos tempo sem se falar, eu meio que tinha esquecido como era daora ter você por perto, e fiquei até meio puto comigo mesmo; do tipo, como foi que eu demorei tanto tempo pra retomar essa amizade?
o problema é que o passado tem um certo jeitinho todo especial (e só dele) de nos assombrar, de voltar pra cobrar as dívidas. e eu lembrei também por que a gente tinha parado de conversar.
o mais interessante disso tudo, é que eu sempre acho um jeito pra esse tipo de coisa, eu sempre consigo enxergar o que está errado e ver o lado dos outros, mas nesse caso, eu absolutamente não tenho idéia do que dá errado, mas eu sei que simplesmente dá. po, isso me incomoda horrores; eu não tô ok com o fato da gente estar separado de novo. eu gostava (e gosto) de tudo que a gente fazia junto, e mesmo que fosse pouco, certeza que era melhor do que agora.
talvez eu não saiba separar as coisas, mas é porque eu gosto de você, e eu não tô fazendo nada demais, nem pedindo nada demais, só que eu não gosto de como as coisas ficaram, e esse é meu jeito de fazer algo sobre isso. se não der certo, paciência, eu posso viver com esse fato. o que eu não consigo fazer é deixar tudo como está, porque eu tenho certeza que em algum ponto eu vou te ver e vou olhar pra trás e pensar:
por que eu não fui atrás quando ainda dava tempo?
de uma certa maneira, quando algo funciona assim pra mim eu sei que é certo, porque se mesmo eu, não mudo de opinião sobre isso, então não tem como ser errado. o pensamento claro é bem lógico, e até bem simples, mas pra quem me conhece sabe que é raríssimo, e até bem surpreendente. mesmo assim tem duas categorias distintas: coisas que eu me questiono sempre e nunca mudo de opinião, e coisas que eu nunca mudo de opinião e nunca preciso me questionar.
essa última, claro, é a mais rara; e pra ser bem sincero, não sei se tinha acontecido com relação à uma pessoa antes. pois bem, hoje eu me toquei que acontece. e resolvi escrever sobre isso.
há alguns meses a gente voltou a se falar depois de um tempão sem notícias um do outro. e tenho a dizer que foi ótimo, decisão mais acertada dos últimos anos. depois de tantos tempo sem se falar, eu meio que tinha esquecido como era daora ter você por perto, e fiquei até meio puto comigo mesmo; do tipo, como foi que eu demorei tanto tempo pra retomar essa amizade?
o problema é que o passado tem um certo jeitinho todo especial (e só dele) de nos assombrar, de voltar pra cobrar as dívidas. e eu lembrei também por que a gente tinha parado de conversar.
o mais interessante disso tudo, é que eu sempre acho um jeito pra esse tipo de coisa, eu sempre consigo enxergar o que está errado e ver o lado dos outros, mas nesse caso, eu absolutamente não tenho idéia do que dá errado, mas eu sei que simplesmente dá. po, isso me incomoda horrores; eu não tô ok com o fato da gente estar separado de novo. eu gostava (e gosto) de tudo que a gente fazia junto, e mesmo que fosse pouco, certeza que era melhor do que agora.
talvez eu não saiba separar as coisas, mas é porque eu gosto de você, e eu não tô fazendo nada demais, nem pedindo nada demais, só que eu não gosto de como as coisas ficaram, e esse é meu jeito de fazer algo sobre isso. se não der certo, paciência, eu posso viver com esse fato. o que eu não consigo fazer é deixar tudo como está, porque eu tenho certeza que em algum ponto eu vou te ver e vou olhar pra trás e pensar:
por que eu não fui atrás quando ainda dava tempo?
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